domingo, 8 de janeiro de 2012


O que Publicam os Principais Jornais e Revistas do País, neste domingo (Sinopse Radiobras)


O Globo

Manchete: A vida que renasce da tragédia
Um ano depois, sobreviventes da enxurrada na Serra ainda lutam para retomar a rotina

Um ano após a tragédia na Serra, que deixou 918 mortos e 215 desaparecidos, Verônica Dutra e o marido, Fernando Pfister, preparam-se para a chegada de um bebê. Verônica, que perdeu os quatro filhos na enxurrada e não podia mais engravidar, fez inseminação artificial, paga por um empresário, que também doou uma casa para a família. Como outros sobreviventes, o casal tenta reconstruir a vida. Já a reconstrução das cidades patina na lama. O cenário é quase o mesmo de um ano atrás.

Aproveitadores encheram os bolsos com a catástrofe.

União cobra de volta R$ 10 milhões que foram desviados. (Pág. 1 e Caderno Especial)
Coiotes alimentam tráfico de haitianos
Imigrantes ilegais relatam casos de roubo, estupros e mortes na viagem para o Brasil

Um mesmo roteiro foi seguido pelos quase 2 mil haitianos que entraram ilegalmente no Acre. Todos compraram um pacote de viagem por 2,6 mil numa agência da República Dominicana, viajaram para Panamá, Lima e, de ônibus ou a pé, entraram no Brasil. Muitos, no meio do trajeto, caíram nas mãos de coiotes – agentes de rede de tráfico de pessoas, mais comumente vistos na fronteira entre México e EUA. Os haitianos pagaram seguidos pedágios de US$ 50, foram roubados e há relatos de estupros e mortes no caminho. No Brasil, o sonho de ganhar salários de até R$ 4 mil virou decepção, conta CLEIDE CARVALHO. (Págs. 1, 3 e 4) 
Caetano Veloso
Apesar da fase sombria, a Bahia manda dizer que está viva. (Pág. 1 e Segundo Caderno) 
O martírio público do Senhor Diretas
Como Ulysses sofreu com os boatos e especulações sobre sua doença. (Págs. 1 e 14)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Bairros de classe média têm cracolândias privês 
Em SP, tráfico mantém casas e apartamentos onde o usuário consome a droga

Uma espécie de cracolândia privê funciona em casas e apartamentos de bairros como Vila Mariana, Bixiga, Paraíso, Penha e Bela Vista, informa Afonso Benites.

São espaços discretos e seguros destinados à venda e ao consumo local do crack.

Para entrar, é preciso ser apresentado por algum conhecido do traficante e só consumir a droga “da casa”. (Págs. 1 e Cotidiano, C1)
Ilustríssima
Um país sem horizonte

Livros ajudam a desvendar a vida na Coreia do Norte. (Págs. 1 e 4)
Dilma e Alckmin fazem acordo para construir moradias em SP 
A presidente Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin fizeram dobradinha para desemperrar programas de moradias populares em São Paulo.

O Estado vai pôr R$ 1,5 bilhão no Minha Casa, Minha Vida para erguer 97 mil casas até 2015. A avaliação é que, com a construção a cargo da CDHU, não será possível minimizar o déficit habitacional do Estado. (Págs. 1 e Poder, A4)
Elio Gaspari
Empresas e áreas do governo estão com sinofobia

Para empresários e áreas do governo, o produto chinês pode destruir a economia nacional. Se quer proteção, a indústria precisa ter desempenho e metas. Quanto tempo é necessário para fazer camisetas competitivas? (Págs. 1 e Poder, A14)
Análise – Claudia Antunes
China pretende aumentar poder com ideologia

O presidente Hu Jintao prega um “socialismo com características chinesas” no momento em que a economia do país ameaça desacelerar e os Estados Unidos estabelecem a meta de conter o seu avanço. (Págs. 1 e Mundo, A18)
Editoriais
Leia “Na trave”, sobre o resultado da inflação de 2011, e “Novos planos”, acerca da mudança de prioridades dos Estados Unidos na esfera militar. (Págs. 1 e Opinião, A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Brasil entra em 2012 como preferido dos investidores
Captação externa mostra que otimismo com o País permanece, mas situação europeia é ameaça

Nos cinco primeiros dias úteis de 2012, o Tesouro e duas empresas privadas captaram juntos US$ 2,6 bilhões no mercado externo, o que mostra que o Brasil se mantém no centro do interesse dos investidores globais. Se esse ritmo fosse mantido pelas outras 51 semanas do ano, seria três vezes superior ao de 2011, quando as emissões atingiram US$ 38,5 bilhões. O Estado apurou que muitas empresas, entre as quais Itaú, Banco do Brasil e Petrobrás, estão na fila aguardando a chance de levantar dinheiro. Mas a situação europeia pode comprometer essa janela de oportunidade. Executivos alertam que, de fevereiro a abril, países problemáticos – Espanha, Itália, Portugal e Grécia – terão altos volumes de dívida para refinanciar. (Págs. 1 e Economia, B1)

Economia sustentável

O economista Edmar Bacha diz que o Brasil precisa aproveitar a alta das commodities para promover o crescimento sustentável. (Págs. 1 e Economia, B4)
Especial: o Brasil que inova
Cidades onde nasce a tecnologia

O Estado inicia hoje uma série de reportagens sobre os polos tecnológicos do Brasil. Cidades como São José dos Campos (SP) veem surgir empresas de alta tecnologia ao redor de universidades. (Págs. 1 e Economia, B10 e B11)
Haiti: Lei da Selva
Dois anos depois do terremoto que arrasou o Haiti, 500 mil pessoas seguem vivendo em barracas e, na divisão da ajuda humanitária, prevalece a lei do mais forte, relata o enviado especial Lourival Sant'Anna. (Págs. 1 e Internacional, A17)

Fot-legenda: Marie-Claire: 'A comida fica com os mais fortes'
Aliás
Tratada como um animal

Sobrevivente do regime repressivo da Coreia do Norte, Kim Hyesook relata a Jamil Chade as humilhações dos campos de concentração. Ela presenciou execuções e canibalismo. “Éramos animais.” (Págs. 1 e J8)
Ministro faz de Petrolina uma terra sem crise
O ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), que privilegiou Pernambuco na destinação de verbas, virou “embaixador” de Petrolina, onde pretende eleger o filho prefeito. Em dezembro, ele liberou R$ 35,7 milhões para obras. (Págs. 1 e Nacional, A4)
Brasileiras com prótese de mama serão rastreadas (Págs. 1 Vida, A23)

Exame revela que Cristina Kirchner não tinha câncer (Págs. 1 e Internacional, A18)

Mac Margolis
Novo polo de imigração

Reeditando a história, o Brasil escancara as portas para os imigrantes europeus, mas também para os latinos. Será que as manterá abertas? (Págs. 1 e Internacional, A18)
Dora Kramer
Casa de concordância

Tanto na Câmara quanto no Senado, o governo de Dilma conta com cerca de 80% dos parlamentares. Nem Lula conseguiu isso. (Págs. 1 e Nacional, A5)
Notas & Informações
A culpa não é das chuvas

A culpa da destruição não é do mau tempo, mas das autoridades, em todos os níveis de governo. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Supersalários? Só para Mantega & cia
Assessores de Dilma que mais se opõem a reajustes para servidores dão um jeitinho de ganhar bem acima do teto do funcionalismo

Para engordarem o contracheque e embolsarem rendimentos superiores a R$ 26,7 mil estipulados como teto constitucional, integrantes da equipe econômica e outros seletos funcionários do primeiro e segundo escalões contam com uma ajuda extra: as participações, também conhecidas como jetons, em conselhos administrativos e fiscais de instituições estatais e até privadas. Esse grupo de privilegiados recebe entre R$ 28,8 mil e R$ 45,7 mil, como mostra reportagem de Ana D'Angelo e Cristiane Bonfanti. (Págs. 1 e 8)
A grande família Bezerra
Ministro da Integração Nacional amplia sua área de influência com parentes em cargos estratégicos. (Págs. 1, 2 e 3)
Aposentadoria, nem pensar!
Para continuar ativos, idosos brasileiros apostam na abertura do próprio negócio. Hoje, eles já somam mais de 3 milhões de empreendedores no Brasil. Vera Regina de Oliveira está cheia de planos. Dona de um ateliê, a artista plástica aproveitará a Copa para fazer serigrafias em canecas e outros objetos. (Págs. 1, 12 e 13)
Jogo do bicho corre solto na Esplanada
Pelo menos mil pessoas trabalham para quatro bicheiros que comandam a jogatina na capital. As apostas são feitas abertamente perto dos prédios dos ministérios e nos centros das cidades do DF. Os contraventores locais têm forte ligação com os do Rio de Janeiro. (Págs. 1, 21 e 22) 
Argentina
Biópsia descarta câncer de tireoide em Kirchner. (Págs. 1 e 18)
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Estado de Minas

Manchete: Víttimas de um eterno descaso
Restou à dona de casa Valdezita Caldeira dos Santos, além do apoio da família, o retrato dos seis filhos tragados pela tragédia. Ela e milhares de outros mineiros perderam parentes e bens não apenas nas torrentes de lama dos períodos chuvosos, mas também nos gabinetes da omissão, que há 17 anos têm negado recursos suficientes para obras de infraestrutura. Nem mesmo o peso político dos 853 municípios, segundo maior colégio eleitoral do país, influenciou as decisões do governo federal. Minas ocupa o quarto lugar em repasse de recursos. Perde para o Rio, São Paulo e até para o Distrito Federal. Enquanto isso, o medo predomina nas encostas, nas margens de rios e córregos e nas estradas ultrapassadas.

Foto-legenda: "Vivo porque minha família e a do meu novo companheiro não me deixam só, sem carinho. Mas a dor é eterna".

Valdezita Caldeira dos Santos, de 46 anos, que perdeu os seis filhos em um deslizamento
Corações e pés enlameados
Mineiros que perderam parentes e bens em tragédias contam seus dramas e milhares de outros tentam se reerguer do caos dos últimos
dias. Cidades esvaziadas, cobertas de destroços, lama e chorando pelos seus mortos e prejuízos materiais puderam respirar ontem.

Não choveu forte em boa parte do estado. As águas começaram a baixar e em alguns municípios, como Betim, moradores saíram em busca de água e alimentos, enquanto as máquinas chegam para a limpeza das ruas. (Pág. 1)
Ministro vai explicar repasse de verbas (Págs. 1)

Heróis de uma noite trágica
Em quadrinhos, o EM reconta a ação de quatro policiais militares no resgate de moradores de um prédio no Bairro Caiçara, Região Noroeste de BH. Eles agiram no exato momento em que as paredes ruíam. Uma pessoa morreu. (Págs. 1, 3, 4, 7, 8 E 21 A 25)
Produção levada pela enxurrada
Fábricas destruídas, comércio esvaziado e mercadorias perdidas abrem um buraco na economia de municípios mineiros atingidos por temporais. (Págs, 1 e 14)
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Jornal do Commercio

Manchete: Nova classe média agora quer qualidade
Depois do acesso aos bens de consumo, como o aumento na renda e no crédito, famílias classificadas como classe C desejam produtos de valor agregado e serviços como diversão e cultura. (Pág. 1 e Economia, 4)
SUS vai bancar tratamento para AVC no Pelópidas da Silveira
Governo Federal custeará a terapia que injeta remédio para dissolver o coágulo e restabelecer o fluxo sanguíneo no cérebro. Unidade do Curado prepara-se para compor a rede nacional que vai disponibilizar o serviço. (Pág.1 e Cidades, 2)
Sisu já atraiu 1,2 milhão de inscrições
Sistema que relaciona candidatos que fizeram o Enem para as vagas nas universidades públicas têm número recorde de acessos. (Pág. 1 e 20)
Oposição pede a Bezerra Coelho explicações sobre emendas (Pág. 1, 11 e 13)

Acidente com ônibus e caminhão na Paraíba deixa sete mortos (Pág. 1 e 20)

Brasil vira um eldorado para jovem europeu
Com a crise econômica no Velho Continente, país se tornou um destino cobiçado para estudo ou trabalho. (Págs. 1 e Economia, 7)
Governo demonstra uma preocupação em conter a alta da criminalidade (Págs. 1 e Cidades, 2)

Brasil: Seio siliconado inquieta mulheres (Págs. 1 e Cidades, 2)

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Veja

Manchete: O estouro do silicone
Uma marca de prótese defeituosa vira caso de polícia na França, afeta milhares de pacientes no Brasil e reabre a questão sobre a segurança da cirurgia cosmética mais popular entre as mulheres. (Pág. 1)
Kodak
Por que ela não sobreviveu na era digital. (Pág. 1)
Estados Unidos
O mórmon Mitt Romney pode desafiar Obama. (Pág. 1)
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Época

Manchete: Use o Facebook para emagrecer...
... e também os blogs, o Twitter, os fóruns, as redes sociais e os aplicativos de celular.

- Novos estudos mostram por que é tão difícil perder peso

- As dez dicas de saúde de Marcio Atalla para 2012

- Walcyr Carrasco: “O prazer é gordo”. (Pág. 1)
O sedutor
Como o deputado Gabriel Chalita conquistou Dilma, Geraldo Alckmin e Michel Temer. (Pág. 1)
Tragédia
O eterno descaso do Poder Público e as enchentes de janeiro. (Pág. 1)
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ISTOÉ

Manchete: A era da inteligência social
Novos estudos mostram como a capacidade de lidar com as outras pessoas e entender os sentimentos alheios pode definir o sucesso no trabalho, em família e na vida afetiva.

E mais:

- Como desenvolver as seis habilidades fundamentais da arte de se relacionar

- Cientistas descobrem o gene da gentileza. (Pág. 1)
Fichas manchadas
Centenas de prefeitos denunciados por corrupção tentam a reeleição. (Pág. 1)
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ISTOÉ Dinheiro

Manchete: Onde investir em 2012
Ações – renda fixa – multimercados – long & short – previdêcia – dólar – consumo – rankings exclusivos. (Pág. 1)
Entrevista
Marcos Molina, CEO da Marfrig, conta como virou o jogo em 2011. (Pág. 1)
Comércio bilateral
Há algo de novo no ar entre o Brasil e os Estados Unidos. (Pág. 1)
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Carta Capital

Manchete: O novo mínimo turbina-economia
Em meio a um cenário global incerto, o Brasil testa sua fórmula para manter o mercado robusto. (Pág. 1)
Favelas ricas
A vida cara expulsa os mais pobres. (Pág. 1)
Fundamentalismo
Sintomas de uma tendência geral. (Pág. 1)
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Zero Hora

Manchete: Ahmadinejad prepara visita constrangedora ao Rio em junho
Embaixador do Irã diz a ZH que críticas de Dilma não alteram parceria com Brasil. (Págs. 1, 15 e 16)
Trânsito: Acidente deixa sete feridos na freeway
Em Capivari do Sul, outra colisão provocou ferimentos em mais cinco pessoas. (Págs. 1 e 25)
Concursos voltam à mira dos gaúchos
50 mil vagas federais, estaduais e municipais devem ser abertas. (Pág. 1)
Retrato do crime
40% dos presos são oriundos do tráfico. (Págs. 1, 28 e 29)

sábado, 19 de novembro de 2011


Dia da Bandeira - 19 de novembro


A Bandeira do Brasil é um emblema que simboliza a nossa pátria.



Todos os anos, no dia 19 de novembro acontecem celebrações em todo o Brasil homenageando a Bandeira, sempre acompanhada do Hino da Bandeira. Nesta data também são queimadas as bandeiras velhas.

Nos dias de festas ou luto em órgãos públicos, ou em situações em que o Brasil está sendo representado a bandeira deve ser erguida. Mas durante a noite, ela não pode ficar erguida, somente se estiver iluminada.

As 27 estrelas presentes na bandeira representam os 26 Estados do Brasil e o Distrito Federal.


Fonte: http://www.colegioweb.com.br/datas/dia-da-bandeira19-de-novembro.html




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História do Dia da Bandeira

O Dia da Bandeira foi criado no ano de 1889, através do decreto lei número 4, em homenagem a este símbolo máximo da pátria. Como nossa bandeira foi instituíta quatro dias após a Proclamação da República, comemoramos em 19 de novembro o Dia da Bandeira.

Nesta data ocorrem, no Brasil, diversos eventos e comemorações cívicas nas escolas, órgãos governamentais, clubes e outros locais públicos. É o momento de lembrarmos e homenagearmos o símbolo que representa nossa pátria. Estas comemorações ocorrem, geralmente, acompanhadas do Hino à Bandeira. Este lindo hino ressalta a beleza e explica o significado da bandeira nacional.

Curiosidades sobre a bandeira brasileira:

- Quando várias bandeiras são hasteadas em nosso país, a brasileira deve ser a primeira a chegar no topo do mastro e a última a descer.

- Quando uma bandeira brasileira fica velha, suja ou rasgada, deve ser imediatamente substituída por uma nova.

A bandeira velha deve ser recolhida a uma unidade militar, que providenciará a queima da mesma no dia 19 de novembro.

- Caso a bandeira fique hasteada no período noturno, ela deve ser iluminada.


Fonte:  http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_da_bandeira.htm

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Brasil soma 190.732.694 habitantes

Censo 2010 mostra que a população aumentou 12,3% na última década; cidades de porte médio foram as que mais cresceram



Felipe Werneck, Márcia Vieira, Jaqueline Farid / RIO - O Estado de S.Paulo

O Censo 2010 revela que o País tem 190.732.694 habitantes. Em relação a 2000, houve crescimento de 12,3%, menor que o da década anterior, de 15,6%. Trata-se do primeiro resultado do levantamento mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após quatro meses de coleta e revisão de dados.

Ontem, o órgão apresentou um cronograma de divulgações que vai até junho de 2013.
Uma surpresa foi o crescimento de cidades de médio porte, principalmente no Centro-Oeste, em ritmo maior que o projetado, diz o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes. Ele destacou áreas do agronegócio, como Lucas do Rio Verde (GO), onde a população cresceu 135%.

"As áreas que absorvem mais população não são mais grandes metrópoles, mas cidades de porte médio ou até grandes, mas não metropolitanas. Nas grandes, o ritmo não foi aquele que a gente projetava."


Ele também citou Rio das Ostras (RJ), onde o aumento foi de 190% no período. Dos 5.565 municípios brasileiros, foi o segundo que mais cresceu na década, só perdendo para Balbinos (SP), com 199%. Nesse caso, o fenômeno foi influenciado pelo aumento da população carcerária.

Uma característica marcante do censo é a importância demográfica, social e econômica das cidades de porte médio em novos polos. "A região litorânea concentra parte expressiva da população, mas ao longo desses dez anos isso vem sendo acrescentado pelo movimento em direção ao interior, principalmente no Centro-Oeste", diz Nunes.

Entre as regiões, só houve aumento de participação no número de habitantes no Norte (de 7,6% para 8,3%) e no Centro-Oeste (de 6,9% para 7,4%).
O censo mostra que a população vive mais em cidades: 84,3% dos brasileiros em 2010, ante 81,2% em 2000. Mas a média de moradores por domicílio caiu de 3,75 em 2000 para 3,3 em 2010.

Nunes destacou a combinação da redução da taxa de fecundidade com a elevação da longevidade. Em 1940, quando o Brasil tinha 30 milhões de pessoas em áreas rurais e 10 milhões em cidades, a expectativa de vida era de 41 anos. "Continuamos com cerca de 30 milhões no campo, mas são 160 milhões nas cidades. Entretanto, a expectativa de vida hoje é de mais de 73 anos."

Numa sociedade em que a fecundidade é menor e a população envelhece, a tendência é que a população pare de crescer. "Estamos caminhando para crescer por mais duas gerações, quando haverá uma reversão e a população começará a decrescer."

Em 2050, o País terá a mesma pirâmide etária da França de 2005, ou seja, com menos jovens e mais velhos. "Assistimos aos debates recentes sobre a reforma da Previdência na França. Temos 40 anos para pensar nas soluções", disse Nunes.

Municípios. Os números de ontem foram divulgados 25 dias após um resultado preliminar que indicara população de 185,7 milhões no País. Nesse prazo, o IBGE voltou a domicílios que se encontravam fechados e houve possibilidade de contestação por parte de municípios insatisfeitos com a contagem. Isso ocorre porque o número oficial é usado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para calcular o coeficiente do Fundo de Participação dos Municípios.

Segundo o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, pelo menos 176 vão perder recursos em 2011. O número é bem menor que os 329 municípios estimados após a divulgação da contagem preliminar, no início do mês.

Segundo a CNM, 378 terão ganho de coeficientes e 4.983 se manterão no mesmo patamar. O Estado com o maior número absoluto de municípios ganhadores é o Maranhão, com 49. Os que terão mais perdas, segundo a CNM, são Bahia (41), São Paulo (26) e Rio Grande do Sul (13).

Entre os municípios, os que terão maior ganho são Cajari (MA), Lucas do Rio Verde (MT), Dom Eliseu (PA), Itupiranga (PA), Juruti (PA), São Félix do Xingu (PA), Itapema (SC), Araçariguama (SP) e Araguaína (TO). Ao todo, 901 mil domicílios (1,34%) foram classificados como fechados pelo censo. Nesses casos, pela primeira vez foi usada uma metodologia para estimar o número de moradores.

11.244.369
é o número de habitantes de São Paulo, o município mais populoso do País

6.323.037
habitantes tem o Rio, o segundo colocado

2.676.606
habitantes tem o 3º lugar, Salvador (BA)

QUEM MAIS PERDEU
1.520
municípios registraram população inferior à de 2000
48,6%
foi a maior queda, registrada na população de Maetinga (BA)
46,6%
foi a queda em Itaúba (MT), cidade que ficou em 2º na lista


sábado, 18 de junho de 2011

União Democrática Nacional (UDN) e a sua Bossa Nova

domingo, 8 de maio de 2011

União Democrática Nacional (Wikipédia): Em 1962, foi eleito Governador de Sergipe o udenista dissidente Seixas Dória, apoiado pela Bossa Nova da UDN e que seria cassado no golpe de 64.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
União Democrática Nacional (UDN) foi um partido político brasileiro fundado em 7 de abril de 1945, frontalmente opositor às políticas e à figura de Getúlio Vargas e de orientação conservadora.
Concorreu às eleições presidenciais de 1945, 1950, e de 1955 postulando o brigadeiro Eduardo Gomes nas duas primeiras e o general Juarez Távora na última, perdendo nas três ocasiões. Em 1960 apoiou Jânio Quadros (que não era filiado à UDN), obtendo assim uma vitória histórica.
Seu principal rival nas urnas era o Partido Social Democrático. Até as eleições parlamentares de 1962 a UDN era a segunda maior bancada do Congresso Nacional, atrás apenas da bancada pessedista. Nesse ano, o Partido Trabalhista Brasileiro tomou este segundo lugar da UDN. Como todos os demais partidos, a UDN foi extinta pelo governo militar que assumiu o poder em 1964.
Entretanto, após o Golpe Militar de 1964, muitos quadros da UDN migraram para a Aliança Renovadora Nacional.

Índice

Secretários-gerais

A UDN nos estados

Minas Gerais

Era um dos estados onde a UDN era mais forte. Lá ganhou duas eleições para governador: 1947 (Milton Campos) e 1960 (Magalhães Pinto). Seu principal rival era o PSD. Os maiores nomes do udenismo mineiro foram Virgílio de Melo Franco, Afonso Arinos, Pedro Aleixo, Alberto Deodato, José Bonifácio Lafayette de Andrada, Olavo Bilac Pinto, Carlos Horta Pereira, João Franzen de Lima, Odilon Braga, Oscar Dias Correia, Gabriel Passos, Antonio Neder e José Maria Lopes Cançado. Todos esses tinham sido signatários do Manifesto dos Mineiros, em 1943, primeira reação política organizada à ditadura de Getúlio Vargas, com exceção de Passos, colaborador do Estado Novo até 1944. Neder e Bilac Pinto se tornariam ministros do Supremo Tribunal Federal. Também se destacou Paulo Campos Guimarães, chefe de gabinete dos governadores de Minas, Rondon Pacheco e Magalhães Pinto, Diretor da Imprensa Oficial de Minas e primeiro Coordenador da Cultura do Estado. Outros udenistas ligados a Magalhães Pinto, como Aureliano Chaves, Francelino Pereira e Eliseu Resende seriam os principais expoentes da seção mineira da Arena e depois do PFL.

Guanabara

Ativíssima era a UDN carioca, com apoios na imprensa (principalmente do jornal Tribuna da Imprensa), na Igreja católica e nas altas patentes militares. Era galvanizada pelo seu maior líder, Carlos Lacerda, que ganhou as eleições de 1960 para governador ao derrotar o petebista Sérgio Magalhães por 28% dos votos a 26%. Seu maior rival aqui era o PTB. Com exceção de Adauto Lúcio Cardoso, seus grandes expoentes eram figuras carimbadas do lacerdismo, como Sandra Cavalcanti e Amaral Netto, fundador do Clube da Lanterna.

Rio de Janeiro

A UDN fluminense não se confunde com a UDN carioca. No antigo estado do Rio de Janeiro, o PSD, liderado por Amaral Peixoto era hegemônico, daí fazendo com que a UDN frequentemente se aliasse ao PTB. No entanto, a UDN apoiou o vencedor das eleições para governador de 1947, com Edmundo Macedo Soares e Silva (do PSD). A UDN fluminense era heterogênea, reunindo bacharéis liberais como Prado Kelly, o principal defensor do Brigadeiro Eduardo Gomes no partido, e Raul Fernandes, Ministro das Relações Exteriores do Governo Dutra, com ex-integralistas como Raymundo Padilha e líderes populistas como Tenório Cavalcanti, considerado o primeiro udenista "com cara de povo". Tenório, principal cacique de Duque de Caxias, se consagraria como grande líder popular famoso por sua capa preta e metralhadora chamada "Lurdinha", bem como por seu anticomunismo radical e seu envolvimento com dezenas de assassinatos de adversários políticos e desafetos.

São Paulo

A UDN nunca conseguiu ser forte no Estado. Apoiou o governo de Carvalho Pinto (1959-1963). Teve como líder o deputado estadual Abreu Sodré (que foi governador do Estado pouco depois do partido ter sido extinto). Na bancada federal paulista da UDN figurava o banqueiro e empresário Herbert Levy, um dos mais combativos deputados udenistas durante os governos de Juscelino Kubitschek e de João Goulart, contra os quais fez oposição ferrenha. Outro nome de relevo da UDN paulista era o Padre Calazans, eleito senador em 1958.

Na Bahia a UDN era forte, competindo contra o PSD pelo poder no Estado. Elegeu governador em 1947 (Octávio Mangabeira) e em 1958 (com Juracy Magalhães). Outros udenistas baianos foram: Aliomar Baleeiro, advogado tributarista integrante da "Banda de Música", grupo de políticos de formação jurídica que eram os mais vocais contra o Getulismo (Baleeiro seria nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal em 1968); Luís Viana Filho (seria nomeado Chefe do Gabinete Civil do Governo Castello Branco); Jutahy Magalhães (filho de Juracy) e Vasco Azevedo Filho. Já o udenista Antônio Carlos Magalhães era um deputado ligado à chamada "Chapa-Branca da UDN", pessoas que se filiaram à UDN não por um anti-getulismo entranhado, mas antes por conveniência da política local. Antônio Carlos veio a ser nomeado prefeito de Salvador com o Golpe de 1964, e depois foi eleito governador do Estado, tanto indiretamente quanto diretamente.

Paraíba

A UDN era o partido hegemônico neste estado e manteve-se no poder ininterruptamente entre 1947 e 1965 com os governadores Oswaldo Trigueiro, José Américo de Almeida, Flávio Ribeiro Coutinho, Pedro Gondim e João Agripino Filho. Em 1955, Flávio Ribeiro do PSB foi eleito governador com apoio da UDN local. Outros nomes de peso da UDN paraibana foram Argemiro de Figueiredo, Ernani Sátiro e José Cavalcanti.

Alagoas

A UDN era o partido mais forte, porém competia quase em pé de igualdade com o PSD. Elegeu dois governadores: Arnon de Mello (pai do futuro presidente Fernando Collor de Mello) em 1950 e Luís Cavalcanti em 1960. Um importante cacique udenista de Alagoas foi Rui Palmeira, pai do futuro senador conservador Guilherme Palmeira e do líder estudantil esquerdista e futuro deputado petista Vladimir Palmeira.

Sergipe

A UDN sergipana era ligada aos usineiros, como Leandro Maciel que foi eleito governador em 1954. Em 1958, a UDN elegeu governador Luís Garcia, coligando-se com o PTB. Em 1962, a UDN elegeu o udenista dissidente Seixas Dória, apoiado pela Bossa Nova da UDN e que seria cassado no golpe de 64.

Pernambuco

A UDN era a segunda força, perdendo para o PSD, este rompido com sua direção nacional e assumindo uma postura mais conservadora. Assim, a UDN pernambucana via-se obrigada a aliar-se com o PTB e demais forças esquerdistas. Esta coligação heterogênea conseguiu eleger governador, em 1958, o usineiro udenista Cid Sampaio. O maior líder da UDN pernambucana, João Cleofas, apesar de se candidatar por 4 vezes, nunca conseguiu se eleger governador de Pernambuco.

Espírito Santo

A UDN chegou ao governo do estado em duas oportunidades, em 1954 e 1962, ambas com Lacerda de Aguiar em coligação com o PTB ante o forte PSD capixaba (sendo que o candidato era do PTB, não da UDN).

Rio Grande do Sul

No estado-natal de Getúlio Vargas, a alternância política era entre o PSD e o PTB. A UDN, sem maior expressão, frequentemente se coligava com o primeiro. As forças hegemônicas da política pré-Revolução de 30, base udenista nos demais estados, no Rio Grande do Sul se agruparam no Partido Libertador, fundado por Raul Pilla, enquanto setores mais conservadores das áreas de imigração italiana e alemã preferiam o Partido de Representação Popular. Os principais nomes da UDN gaúcha eram José Antônio Flores da Cunha, que fora governador antes do Estado Novo, e o senador Daniel Krieger.

 Rio Grande do Norte

A UDN era dominante neste estado e elegeu governador em 1955 e 1960, respectivamente, Dinarte Mariz e Aluísio Alves (que, no entanto, concorreu pelo PSD). Em 1965, perdeu o cargo para o monsenhor Valfredo Gurgel, do PSD.

Ceará

Seu principal rival pelo governo do estado era o PSD e esta competição era bem acirrada. A UDN elegeu governador em 1947 (Albuquerque e Sousa), 1954 (Paulo Sarasate - que derrotou o pessedista Armando Falcão em eleições com fortes acusações de fraude) e 1962 (Virgílio Távora).

 Piauí

Após a queda de Getúlio Vargas em 1945, UDN e PSD repetiam no Piauí o duelo travado em nível nacional com vantagem inicial para os udenistas, que elegeram José da Rocha Furtado governador do estado em 1947 após uma férrea disputa com o PSD que fez a maioria na Assembleia Legislativa e boicotou as ações do executivo criando as condições necessárias para a vitória de Pedro de Almendra Freitas do PSD em 1950. A partir de 1954 a disputa entre as duas legendas foi recrudescida graças à participação do PTB que ora se aliava a um partido, ora a outro. Em aliança eleitoral com o PTB, a UDN piauiense venceu o PSD local e assim elegeu Chagas Rodrigues (do PTB) em 1958 sendo que a disputa entre as referidas legendas só teve fim quando Petrônio Portela Nunes, eleito governador pela UDN em 1962, reuniu os próceres dos dois partidos em uma coligação que o levou ao poder e posteriormente formou a Aliança Renovadora Nacional cabendo aos egressos do PTB e alguns dissidentes fundarem o Movimento Democrático Brasileiro. Ao reunir rivais históricos sob uma mesma bandeira, Petrônio Portela assumiu o comando de um grupo político antes liderado por Pedro Freitas, seu sogro e ex-adversário.

 Ligações externas

Notas

  1. ↑ NICOLAS, 1977, p32.
  2. ↑ HOERNER, 2001, p153.

Bibliografia

  • NICOLAS, Maria. O Paraná na Câmara dos Deputados.Curitiba: Imprensa Oficial; 1977, 220p
  • HOERNER Jr, Valério, BÓIA, Wilson, VARGAS, Túlio. Bibliografia da Academia Paranaense de Letras - 1936/2001. Curitiba: Posigraf, 2001. 256p.

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